Segurança para todos

Os números mais recentes da Estratégia de Segurança Rodoviária




A Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária (ENSR) para o período que vai de 2008 a 2015, acaba de dar a conhecer os resultados da avaliação da primeira fase.

Analisadas as estatísticas da sinistralidade, chegou-se à conclusão de que são ainda negros os dados da sinistralidade rodoviária em Portugal, sendo o nosso país apontado como um dos piores da União Europeia em termos de segurança nas estradas. Ainda assim, registaram-se alguns progressos, nomeadamente se for tido em conta o período entre 1990 e 2010, durante o qual a sinistralidade rodoviária passou de oitava para 18.ª causa de morte em Portugal.

Também em 2012 registou-se uma quebra de 16,8% do número de vítimas mortais na sequência de acidentes rodoviários. 
As principais preocupações da ENSR com vista à redução da taxa de morbilidade incluem alguns comportamentos de risco assumidos por uma parte dos condutores. Em 2010 e 2011, a percentagem de condutores autopsiados com álcool acima do permitido por lei era de 37,1% e 32,7% respetivamente. E em 2012 voltou a subir para 37,4%. Percentagens muito acima do esperado neste estudo. 

Há a destacar ainda novos grupos de risco como é o caso dos ciclistas. Os peões e os cidadãos seniores também merecem especial preocupação da ENSR, nomeadamente quando se regista uma subida da sinistralidade dentro das localidades. Dentro dos novos fatores de risco, importa também assinalar o uso dos dispositivos móveis durante a condução.

Segundo esta revisão intercalar, a sinistralidade rodoviária deverá ter como objetivo a longo prazo: zero mortos e zero feridos graves nas estradas portuguesas. 

Em resultado destes dados, para o período que medeia até 2015, foram organizados e estipulados sete novos objetivos estratégicos: 

1) a melhoria da segurança dos condutores, quer os de veículos ligeiros, quer os que se desloquem para o trabalho; 

2) a proteção ao utentes vulneráveis, para além dos peões e dos condutores de veículos de duas rodas a motor, também os ciclistas; 

3) o aumento da segurança dentro das localidades; 

4) redução dos principais comportamentos de risco: para além da velocidade, do uso de dispositivos de segurança e da condução sob o efeito do álcool ou de drogas, também agora a utilização de telemóvel ou de smartphone durante a condução; 

5) melhoria do socorro e tratamento às vitimas; 

6) infraestruturas mais seguras e mobilidade;
 
7) Promoção da segurança nos veículos. 

A estes objetivos estratégicos, juntam-se mais 13 objetivos operacionais a concretizar com numerosas medidas e ações-chave. 

Para saber em maior detalhe, deve consultar: 




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